O homem, no seu crepúsculo, diante do negro abismo do trespassar, olha ao seu redor: nada à sua direita, nada à sua esquerda, nada às suas costas.
Indaga ele ao criador sobre suas riquezas, suas posses, seus escravos, seus vassalos, para que, em sua outra encarnação, continue deles a usufruir.
E uma voz ecoa do infinito:
O homem, concebido com o dom da sabedoria e , para trilhar caminhos de paz, de harmonia e regojizo, se perde em sua trajetória material, causando guerras, atrocidades, almejando apenas domínios e poder.
Eternamente vagará na angústia do desconhecimento de suas origens e destino, da razão e do porquê de sua existência.
Pois o homem, o homem.
Ah! O homem não sabe o que faz!
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